Teste de Drift do Mouse

Solte o mouse, não toque em nada e descubra em segundos se o cursor anda sozinho.

O drift do mouse é um daqueles defeitos que a gente sente muito antes de conseguir explicar. O cursor desliza alguns pixels depois que a mão já parou, a mira escapa para o lado no meio de um confronto ou o ponteiro vai parar num canto da tela enquanto você lê alguma coisa. Este teste transforma essa suspeita em número: ele conta quantos eventos de movimento o mouse envia durante um intervalo em que você não faz absolutamente nada.

Tudo acontece dentro do navegador, sem instalar nada e sem acesso de baixo nível ao hardware. O resultado não substitui um diagnóstico técnico, mas separa duas situações bem diferentes: um mouse que realmente está enviando movimento fantasma e uma sensação subjetiva causada pela aceleração do ponteiro, por uma mão cansada ou por uma superfície que o sensor não consegue ler direito.

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Como o teste funciona

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Níveis de resultado

Compare o número de eventos registrados pelo teste com esta tabela para entender o que o seu resultado significa e qual passo dar em seguida.

Eventos detectadosDiagnósticoO que fazer
0 eventosSem driftNada a fazer: o mouse está completamente parado.
1–5 eventosRuído residual, dentro do normalFique de olho e repita o teste de vez em quando.
6–20 eventosDrift leveLimpe o sensor e troque de superfície antes de repetir.
21–100 eventosDrift claroVerifique o cabo, o receptor sem fio e o firmware.
> 100 eventosDrift grave: o mouse envia movimento constanteTeste em outro computador e considere consertar ou substituir.

Por que o drift acontece

As causas mais comuns são mecânicas e bastante corriqueiras. Um grão de poeira ou um fio de cabelo grudado na lente do sensor já basta para o mouse interpretar sombras como deslocamento. Uma superfície refletiva, transparente ou com padrão muito repetitivo confunde o processador de imagem. Um cabo danificado no ponto em que entra no corpo do mouse gera microinterrupções que o sistema traduz como movimento. Nos modelos sem fio, interferência de 2,4 GHz e firmware desatualizado completam a lista.

Não confunda o drift do sensor de um mouse com o stick drift de um controle. No controle o defeito está no potenciômetro da alavanca: o analógico volta ao centro, mas o componente continua informando uma posição deslocada, e por isso o personagem anda sozinho numa direção fixa. No mouse não existe peça que volte ao centro; o sensor lê a superfície o tempo todo e a falha aparece como saltos irregulares do cursor, não como uma deriva constante.

O caso do vidro e das superfícies muito brilhantes merece um parágrafo à parte. O sensor óptico fotografa a textura da mesa centenas de vezes por segundo e compara imagens consecutivas para calcular o deslocamento. Quando a superfície é uniforme e devolve a luz, essas imagens quase não têm textura aproveitável e o sensor encadeia comparações erradas. O resultado é um cursor que treme, salta ou escorrega sem que a mão se mexa, mesmo com o hardware em perfeito estado.

Dicas para reduzir o drift

  • Limpe a lente do sensor com um cotonete seco ou ar comprimido e confira se não há fiapos presos entre os pés deslizantes do mouse.
  • Use um mousepad de tecido com textura visível: é a superfície que qualquer sensor óptico lê melhor e também a mais barata de trocar.
  • Evite apoiar o mouse direto sobre vidro, metal polido, madeira envernizada muito brilhante ou mesas com padrões repetidos de alto contraste.
  • Recolha o cabo para que ele não fique pendurado na borda da mesa: o peso e os puxões danificam o conector e criam microinterrupções difíceis de notar.
  • Em modelos sem fio, aproxime o receptor com uma extensão USB e mantenha-o longe de hubs, carregadores e roteadores que transmitem em 2,4 GHz.
  • Atualize o firmware e o software do fabricante e teste o mouse em outro computador para descartar um problema do sistema operacional.

Perguntas frequentes

O que é exatamente o drift do mouse?

É o movimento que o mouse informa quando ninguém está mexendo nele. O sensor envia dados de deslocamento ao computador mesmo com o aparelho parado na mesa, e o sistema move o cursor por causa disso. Pode aparecer como um tremor contínuo ou como saltos isolados de vários pixels. Nem sempre significa defeito definitivo: limpar o sensor ou trocar a superfície resolve muitos casos.

Quantos eventos são normais neste teste?

Um mouse saudável costuma registrar zero eventos durante o intervalo. De um a cinco eventos são considerados ruído residual e não indicam problema, ainda mais se a mesa vibra ou se há outros dispositivos apontadores ativos. A partir de seis eventos, repetidos em várias tentativas, vale investigar. Acima de cem, o mouse está enviando movimento de forma praticamente contínua.

O teste pode dar um falso positivo?

Pode, e essa é a principal limitação. O navegador não sabe de onde veio o movimento: encostar no cabo, uma mesa que balança, o trackpad do notebook ainda ativo ou um segundo mouse conectado geram eventos contados da mesma forma. Repita o teste três vezes, com o trackpad desativado e o cabo recolhido, antes de aceitar um resultado alto como verdadeiro.

Dá para resolver o drift do mouse em casa?

Em muitos casos, sim. Limpar a lente do sensor, trocar o mousepad, organizar o cabo e atualizar o firmware resolvem a maior parte dos drifts leves e moderados. Se o problema continuar depois de tudo isso e o mouse ainda apresentar números altos em outro computador, o sensor ou a fiação interna provavelmente estão danificados e será preciso consertar ou substituir.

Um mouse sem fio sofre mais drift do que um com cabo?

Não por natureza, mas ele tem mais pontos de falha. A conexão sem fio pode sofrer interferência de outros aparelhos em 2,4 GHz, e uma bateria fraca às vezes provoca leituras instáveis do sensor. Em compensação, escapa das microinterrupções causadas por cabo danificado, que são uma causa muito comum nos modelos com fio. O que pesa mesmo é o estado do sensor e da superfície.